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Mostrando postagens com o rótulo Diário Pessoal

60 Horas em uma penitenciária. Parte 6.

Boas novas! A vida corre mais rápida do que conseguimos acompanhar!  rsrsrsrs Bom, dando continuidade a série de postagens 60 horas em uma penitenciária, onde relato as primeiras experiências de se colocar o pé nestes estabelecimentos, para trabalho. Já se foram cinco postagens e esta é a sexta. Será que é a última? As outras postagens anteriores podem ser encontradas nos respectivos links: Parte 1 , Parte 2 , Parte 3 , Parte 4 e Parte 5 . Após comentar sobre o primeiro contato ( Parte 1 ), onde descrevo a expectativa vs realidade ao adentrar em uma penitenciária. Depois "passar" por um motim e conhecer a escola ( Parte 2 ), conhecer a enfermaria e um pouco do cartório que operam neste estabelecimento ( Parte 3) . Conhecer o pavilhão mais problemático da penitenciária, onde ficam os presos sem condenação ( Parte 4 ). Ficar o dia todo "cangando" morcego, merecidamente, que fique claro isso, nas muralhas ( Parte 5 ) é hora de passarmos por mais um setor na penitenc...

60 Horas em uma penitenciária. Parte 5.

Senhores e Senhoras, dando prosseguimento a mais uma postagem, da série onde descrevo como foram minhas experiências e primeiras impressões sobre o ambiente carcerário em uma penitenciária do interior de Minas Gerais. As outras postagens podem ser encontradas nos respectivos links: Parte 1 , Parte 2 , Parte 3 e Parte 4 . As Muralhas Fonte: Para começar, hoje vou falar de um dos setores mais entediantes e também um dos mais cobiçados pelos agentes que querem "morgar" o dia todo. Estou falando das " muralhas " e "guaritas" . Existe em algumas penitenciárias, um grupo especial só para este posto. "Curtindo a paisagem" Fonte aqui Os muros que cercam as penitenciárias, são largos o bastante para que se caminhe sobre eles de forma cômoda e tranquila, com espaço o suficiente para atravessar mais de uma pessoa por vez nos corredores das muralhas. Além dos muros cercam as penitenciárias, é possível também andar sobre os muros que separam os pavilhões e ...

60 em uma peniteciária - Parte 4

Bom pessoal. Dando continuidade a série, onde conto minha experiência sobre o curso de formação técnico-profissional de agente de segurança penitenciário (ASP), onde tive de frequentar uma penitenciária por 60 horas. A parte 1, 2 e 3 podem ser encontradas respectivamente: Parte 1 , Parte 2 e Parte 3 . O pavilhão dos presos sem condenação - Bem vindo ao inferno!! Eram os gritos de boas vindas. Link da Fonte da imagem aqui . Depois de passar pela estadia na enfermaria, jurídico e cartório, nos pavilhões mais novos, com presos condenados, no pavilhão da escola onde habita os presos mais antigos e os chefes das organizações criminosas, é hora de adentrar os corredores do pavilhão dos presos recém chegados, ou que aguardam sua condenação. Este era o pavilhão onde tinha acontecido o motim logo no primeiro dia que chegamos, é o pavilhão onde se houve gritos e barulhos o dia todo, muito diferente do silêncio dos outros pavilhões ainda mais para mim que estava há dois dias preso na atmosfera ...

60 Horas em uma penitenciária. Parte 3.

Dando continuidade a série, sobre meu estágio em uma penitenciária de Minas Gerais, onde a primeira postagem e a segunda podem ser conferidas, aqui e aqui . A enfermaria Típica rotina de trabalho do local. Fonte aqui . Como já é sabido por todos, preso tem direito a saúde, dentista e acompanhamento médico. Como eles não podem ir até os postos de atendimento, os postos de atendimentos vêm a eles. Dentro das unidades, há sempre (quase sempre) uma enfermaria, equipada com aparelhos e profissionais da saúde: médicos, enfermeiras, farmacêutico, dentistas, profissionais da saúde em geral.  Algumas unidades são melhores equipadas, outras não. A que eu estava possuía todos os profissionais que listei acima, quase todo o corpo de profissionais deste local era composto por mulheres, tendo apenas um ou dois ASPs realizando a segurança do local. Uma das grandes dores de cabeça dos gaiolas (ASPs que tomam conta da gaiola: área limite do ponto crítico (celas) com a área de segurança) são as ...

60 horas em uma penitenciária! Parte 2

Dando continuidade a série onde relato minha experiência de trabalhar, na verdade frequentar, uma penitenciária por 60 horas. A primeira parte pode ser conferida nesta postagem!    O Motim! Fonte: http://s.glbimg.com/jo/g1/f/original/2013/02/22/dsc05567_pedrotriginelli.jpg Após eu adentrar os portões desta masmorra, digo penitenciária, e me tranquilizar mais, devido a contingência de recrutas e pela melhor aparência do local, fomos divididos em equipes, onde tivemos nosso cronograma de visita e designado um falcão (líder) que ficaria de olho e cuidaria de nossa equipe de novatos.  Ao todo, acredito que a penitenciária estava recebendo 160-180 estagiários, minha equipe era composta por cerca de 35 homens. No primeiro dia fomos levados ao pavilhão onde ficam os detentos já com condenação. Uma coisa que descobri é que preso condenado dá menos trabalho dentro das penitenciárias, tanto que presídios onde teoricamente só há presos condenados, o trabalho é mais tranquilo.  ...

60 horas em uma penitenciária! Parte 1.

Fonte: http://mestredoscentavos.blogspot.com.br/2016/09/atualizacao-patrimonio-financeiro.html Olá meus queridos! Postergai bastante para fazer este post, pois era algo que eu queria muito contar como foi a experiência de adentrar os muros deste local. Porém, demorei demais para escrever sobre o assunto, e a memória e os sentimentos já não estão mais tão frescos assim Antes de mais nada, gostaria de salientar que: As opiniões expressas nesta postagem são opiniões de alguém que não tem gabarito para falar sobre este assunto, visto que apenas 60 horas em uma única penitenciária brasileira, não dá embasamento nem bagagem suficiente para criticar e avaliar o sistema penitenciário de MG. Aqui será relatado a visão de um cidadão, que nunca, mas nunca sequer pensou em pisar nesse ambiente, nunca havia passado nem perto de alguma estrutura dessas (penitenciárias e presídios). Um cidadão que veio e viveu uma vida inteira na roça, interiorzão do triângulo mineiro. Tão bobo que nem em uma cadeia ...